08 novembro 2010

7ª Maratona do Porto - Crónica

Introdução

Está concluída a minha 3ª Maratona!
Tivesse eu tido força para escrever esta crónica durante o dia de ontem (logo a seguir à prova) e provavelmente o início deste post teria sido diferente...algo como..."Crónica de um estouro anunciado" ou " Brincar às maratonas" que foram os títulos que me iam aparecendo na cabeça nos Kms finais da corrida, enquanto me arrastava até à meta.

Hoje, no entanto, consigo tirar ilações muito positivas da prova. O desconforto foi tal que ao contrário de ontem também já coloco novamente a hipótese de voltar a fazer uma maratona. Só ainda não decidi onde nem quando. Vamos ver como corre a época.

Antes da Maratona:

No dia anterior festejei o meu aniversário! Parabéns para mim! Eh eh! Passei o dia na companhia da família, mas não me sentia muito bem disposto. Sentia-me com dores musculares o que não era nada normal tendo em conta que na última semana descansei bastante.
Acordei com a mesma sensação e com fraqueza. Tomei um paracetamol que foi suficiente para me ajudar a ultrapassar a indisposição e na hora em que deixei o carro no parque da cidade sentia-me perfeitamente bem.

É sempre bom rever os amigos e conhecer aqueles com quem apenas tinha mantido contacto virtual. Tive o prazer de finalmente conhecer o João Correia autor de um excelente blog de triatlo e também um atleta de fazer inveja! Conheci também o IronMan Sica com pena de não ter trocado mais algumas palavras, mas fica para uma próxima. Depos encontrei alguns dos meus amigos da blogosfera corredora,o Fernando Andrade (totalista das 7 edições o nosso Cidadão de Corrida concluiu mais uma e n´so aguardamos a sua dissertação sobre a sétima), o Joaquim Adelino (mais uma grande prova do nosso Pára que não pára), o Vítor Veloso ( também uma grande estreia na Maratona), o Rui Pena (apesar do empeno também uma excelente prova, rumo ao IronMan) e o seu primo Ricardo, que concluiu também a sua primeira maratona. Destaque também para a presença do João Fernandes, mas de bicicleta para acompanhar a prova. Na próxima esperamos contar com ele do lado de dentro!

A Prova

O objectivo era concluir abaixo das 3 horas. Ia decidido a a apostar numa táctica intermédia entre a minha 1ª Maratona do Porto e a de Paris, ou seja, tentar passar à Meia com 1h27/1h28 e depois fazer a segunda metade em 1h32/1h33.
Na partida encontrei o Jorge Almeida do Clube Atletismo de Ovar que ia para 2h55m. Ia e conseguiu! Grande prova!

Saí lento, aliás como todo a gente uma vez que a Maratona começa com uma subida de 400 metros da Rua Júlio Dinis. Chegados à Rotunda da Boavista começa a descida da Avenida da Boavista. A descida é traiçoeira porque nos embala num ritmo demasiado rápido para quem está a começar uma maratona, mas era aquilo que tinha em mente:aproveitar a descida.
Passagem aos 5K com 20m11s. Rápido...

Chegados ao Castelo do Queijo e dá-se o retorno com o terreno já plano e com o vento ligeiramente favorável. Localizo o Capela (a regressar de uma lesão) e tento ir com o grupo dele, mas achei que eles também iam rápido demais para mim e deixei-me ficar, mas fiquei isolado como esta foto do Novais demonstra (não vinha ninguém atrás e já ia com mais de 50 metros de atraso do referido grupo). Sem grandes problemas cheguei ao 10º K com 40m22s. Muito rápido.

Continuamos pela marginal e tudo normal. O ambiente porém era desolador nesta fase. Não se vislumbrava vivalma a apoiar os maratonistas. Continuei com uma passada certinha e passei aos 15K c0m 1h01m14s até chegar ao paralelo da Ribeira que é sempre uma chatice.

Passo o túnel e deixo de poder contar com o Garmin para controlar o ritmo. Atravesso a Ponte D. Luís e estou no meu local de treino: a belíssima marginal de Gaia.
Ao chegar à Afurada vejo o António Almeida no passeio a dar um grande apoio! Um abraço para ele e boa sorte para a Maratona deLisboa.
Nesta fase ainda ia muito bem e ainda conseguia sorrir para a fotografia...

Passo a Meia Maratona com 1h27 exactamente dentro do previsto eno retorno vejo o Jorge ALmeida mais atrás, quando eu julgava que ele já seguia mais à frente...Era sinal que de facto ia demasiado depressa.

Continuo sozinho durante bastante tempo e ao regressar novamente ao Porto, ao subir para aponte, enfrentamos uma pequena subida de 30 ou 40 metros que me custou um pouco.
Recordei a minha primeira Meia onde quebrei exactamente aqui...

Vou em direcção ao Freixo e vejo novamente o Capela em nítida perda. Segui com ele alguns minutos, mas ele já ia a quebrar. Na altura pensei ir na roda do Capela e aproveitar a boleia, mas infelizmente já íamos os dois em esforço. Rolavámos nesta altura a a 4m15s. Até era bom e assim passamos no controlo do 30Km com 2h05m. O Capela não se sentia em condições de acompanhar e mandou-me seguir.

A partir de ali era só fazer 12 k em 55 minutos. Impossível falhar!! Mas comecei gradualmente a perder velocidade e a rolar a 4m30s/Km. Tive novamente a companhia do Capela que me incentiovu com a possibilidade de ainda conseguirmos chegar antes das 3h se mantívessemos aquele ritmo, mas infelizmente para ambos hoje era o dia em que ia conhecer o famigerado "Muro"!)...

O mal já estava feito. Cheguei ao 36º e a comecei a rolar a cerca de 5min/km. O forte vento contra não ajudava. As pernas simplesmente não respondiam. Apeteceu-me várias vezes caminhar, mas consegui resistir à tentação. Sabia que dificilmente retomaria o passo de corrida.

Ao chegar à novamente à Rotunda do Castelo do Queijo (simplesmente horrível este vai-volta à Rotunda da "anémona") ainda recebi o incentivo de um ciclista que me conhecia, mas que eu infelizmente não reconheci, mas só tive força para lhe devolver um sorriso cansado.
Subi a Avenida da Boavista num esforço final e entrei num corredor ladeado de pessoas que davam um grande apoio e lá cortei a meta. O final da Maratona foi feito à média de 5m40s e terminei esgotado com 3h06m42s.

Classificação Geral

Parciais e Percurso no Garmin Connect
(mudar para Métrico no canto superior direito para ver a distância em Kms)


Conclusões: (que eu já sabia, mas como sou cabeça-dura não levei em conta)
  • Definitivamente não existem duas maratonas iguais e isto hoje para mim foi muito claro;
  • Uma Maratona não são duas Meias Maratonas;
  • O treino para a Maratona consiste em treinos longos. Sem treinos longos não há milagres. É preciso habituar o corpo a percorrer a distância. Aqui pode haver quem discorde, mas esta é a minha opinião;
  • O cross- training(bicicleta, natação e musculação) é aconselhável, mas sempre com a premissa do ponto anterior. Sem os longos não há maratona sem sofrimento.
O resto do dia

Terminei a prova e sentei-me a descansar um pouco. Estava com o desgaste de quem tinha terminado uma maratona, mas além disso julgo que corri com sintomas gripais. Nem assisti à chegada dos amigos e vim logo para casa para quase só dormir o resto do dia. Tal como referi acordei já com esta sensação, mas poderia ser só ansiedade e não participar nunca esteve nos meus planos.

Finalizo com os neus Parabéns a todos os participantes da Maratona da Porto com uma mensagem de incentivo especial para o José Capela, um grande campeão que apenas se encontra em baixo de forma e outra para o Miguel Paiva para que não desmoralize fazendo força para que voltemos a marcar presença na edição de 2011.

Para todos 1 Abraço

05 novembro 2010

7ª Maratona do Porto - Prognósticos


A ano passado corri no Porto a minha primeira Maratona. Tudo planeado com muita precisão e com bastante treino. Foi uma prova em que consegui divertir-me e lembro-me perfeitamente de cada momento da prova! Foram 3 horas que passaram literalmente a correr tal era a minha concentração em cumprir o Objectivo que tinha estabelecido 1 ano antes. Melhor estreia não podia desejar!

Cumprido o plano, corri uma segunda Maratona em Paris com igual entusiasmo face à atmosfera que rodeia o evento. Definitivamente uma excelente escolha e também com um resultado muito satisfatório!

Seguiu-se um período de alguma desmotivação, normal, mas que ultrapassei definindo um novo objectivo (triatlo) que dá agora nome ao blog.
Boa escolha, porque permitiu-me procurar novos horizontes, aprender muitas coisas novas e conhecer novas pessoas.

Entretanto, quando se começa a treinar três desportos é muito natural que exista a tendência para deixarmos de lado aquele em que nos julgamos melhor preparados. Nesse sentido estive em dúvida para participar na 7ª edição da Maratona do Porto, mas tal como já referi ia fazer-me alguma confusão saber que 1000 e tal sortudos iam estar a desfrutar de uma Maratona enquanto eu só corria 14 Km da Family Race ou ...pior ainda...ficava em casa.

Tomada a decisão mais fácil resta agora saber qual vai ser a táctica?
  1. Resguardar-me e jogar à defesa?
  2. Arriscar e usar a "Estratégia do Mealheiro" do Fernando?
Já sei que vou pela 2ª hipótese, embora a minha previsão seja a de amealhar com bom senso e esperar que a pernas não comecem a fraquejar muito cedo. Vou deixar a corrida fluir, tentar divertir-me o pelo menos o mesmo que o ano passado e procurar companheiros que me permitam novamente chegar dentro das 3h.

Boa sorte para todos!
Dorsal 1385! Alea jacta est!

02 novembro 2010

Pacetat








Achei curiosa esta "cábula de ritmo" e decidi partilhá-la.
Resumidamente é uma tatuagem temporária que nos indica o tempo de passagem a cada 2 Km.
Em vez de estar sempre a olhar para o relógio é só olhar para o braço!
Como diria o nosso "estimadíssimo": "Porreiro pah"!

Já não vai a tempo da Maratona do Porto, mas fica para uma próxima.
Mais info no site oficial desta americanice: PaceTat!